Dentre várias manias estranhas, uma delas é observar. Observar qualquer coisa!

Às vezes, quando eu estou extremamente bem, eu gosto de ficar sozinha e por vezes eu sento em algum lugar público e paro para observar o ambiente. Como as pessoas se portam, como elas discretamente jogam o lixo no chão, ou como elas se comunicam intimamente em casal ou com um amigo. Observo também o comportamento dos meus amigos. Vejo qual tom de voz usam quando estão bem, que tipo de coisa eles fazem quando estão mal e até quando eles estão furiosos com qualquer coisa que seja, isso previne que eu tenha pequenos atritos, ou socorra alguém a tempo.

Dentre vários comportamentos, tem um que me chamou atenção: o auto-sabotamento.

Parece loucura, mas tem muita gente por aí que reclama com veemência da vida, dizendo que simplesmente não consegue ser feliz: o emprego é ruim, o companheiro não me trata bem, aquela minha amiga sempre fura quando preciso dela, minhas contas não param de aumentar, e etc. Entendo perfeitamente que a vida é feita de problemas superáveis e que nem tudo são flores, vitórias ou festas. Sempre tem AQUELA semana em que tudo parece dar errado e a vida dá rasteira em tudo o que planejamos. Todo mundo tem dias terríveis. Acredite, todo mundo!

Sobre o que eu quero tratar, é quando esse mal humor, pessimismo e os problemas tornam-se rotina. E as pessoas terminam por concluir que a vida deve ser feita de problemas e de lamúrias. Por muitos momentos, a gente (usarei o nós, pois também faço isso) enfia o pé na lama meio que propositalmente. Se aproxima de pessoas que não valem a pena, permanecem em empregos medíocres por achar que a vida é assim mesmo, ou começa um relacionamento claramente falido com a simples ideia de que, não merecemos a plena felicidade. E aí, meus amigos, está o auto-sabotamento.

Conheço gente que se recusa a assumir riscos por uma carreira promissora, e consequentemente, financeiramente estável, por medo de sei lá o quê. (Eu até suspeito, mas não entremos nesse tópico por enquanto.) Outros, só se envolvem a longo prazo com pessoas que tem escolhas de vidas opostas e se permitem apaixonar perdidamente por alguém que nunca vai concordar com suas escolhas, o que resulta num relacionamento fadado ao fracasso. E tem outros que reclamam pela falta de dinheiro, mas não abrem mão duma cerveja todos os dias, do jantar naquele restaurante caro, ou daquela roupa de marca que, desculpe-me quem se ofender, não acrescenta em nada a personalidade, capacidade ou vida de qualquer um.

Faz-me rir, né?

Não estou dizendo que é fácil perceber ou evitar a auto-sabotagem. Eu sofro mês após mês com meu “liseu”, por culpa do meu descontrole com um cartão de crédito na mão. Eu só sugiro que aprendamos a reconhecer o que queremos em nossas vidas e empenharmos arduamente nisso. Hum… Difícil, né? Acho que um bom começo seria reconhecer o que NÃO queremos para nossas vidas e trabalhar nossos comportamentos e escolhas em cima disso.

De que adianta, querer um namorado que não tenha crises de ciúmes, se você vive com aquela sainha e pendurada no pescoço daquele seu amigo que sempre deu, e sempre dará, em cima de você?

Adianta muito você sonhar com aquela super viagem, se você não se organiza para juntar a grana para tal?

Muito te serve sonhar com aquele salário, se você nunca se esforça um pouquinho mais no trabalho para se destacar ou conseguir um cargo um pouco melhor?

Muita gente reclama do que tem agora, mas não percebe que tudo o que acontece ao nosso redor são resultados de pequenas escolhas diárias que fazem. Independente em que área de sua vida você está infeliz. Tudo que nos acontece tem, no mínimo, 50% de nossa culpa. E, veja bem, estou sendo gentil, porque normalmente eu acredito que a porcentagem de culpa é muito mais próxima dos 100% do que a gente gostaria.

Agora a pergunta que eu te faço é a seguinte: Hoje, você escolhe se levantar e construir sua felicidade? Ou prefere ficar aí reclamando de qualquer coisa?

Uma vez um certo sábio me disse: Para ser feliz, você não precisa querer, você só precisa SER. 🙂

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Na minha tentativa louca de evoluir, caminho incessantemente na loucura de compreender o ser humano. Tem enxergar entre erros e acertos, entre trancos e barrancos, a real intenção de cada um. Tentando compreender o que aquele ser sente, pelo o quê ele passar, cada miligrama de amor que ele esparrama pelo olhar, pelas palavras pelo caminho.

Todos os seres sofrem. Acredite, cada um a sua maneira sofre, ama, se ilude e se decepciona todos os dias, mesmo que não pareça…

Não consigo compreender como alguém consegue fugir do próprio sofrimento? De nada adianta descontar noutro ser. De nada adianta seguir adiante sem absorver a dor e curar a cicatriz. Nada que se faça supre a necessidade de vivenciar a dor de uma decepção.

Não falo de relacionamento homemXmulher, falo de relacionamentos. E a frase se conclui aí!

Normalmente, resumimos a falar de relações amorosas, mas toda a vivência com qualquer pessoa desenvolve uma relação. Se tratássemos cada relação como vivenciamos com nossos respectivos amores, talvez as amizades, as relações familiares e de trabalhos teriam outra perspectiva e outro desenrolar.

Os seres acabaram por desacreditar em si e nos outros pelo fato de determinados acontecimentos que vivenciamos, mas eles esquecem que não somos 100% sólidos. O ser humano é capaz de mudanças de comportamentos incríveis, talvez muito pouco, mas talvez esse pouco seja suficiente na vida prática.

Se os seres compreendessem o poder que tem com pequenas mudanças de comportamento, com pequenas evoluções, eles vivenciariam isso sempre e sempre… 🙂

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Conversas que me evoluem sempre me dão vontade de escrever. Dia particularmente comunicativo… 🙂

Lila Carvalho

Cansada das mesmas conversinhas. Cansada de ouvir idéias que não levam nada adiante. Frustrada de mais pra poder seguir adiante sem nenhuma cautela…

Engraçado é que horas antes da minha viagem ouço que o passado ainda não esqueceu… Aiaiai… Pena que eu já!

Dá saudades? Lógico que dá!

Dá vontade de um flash back? Com certeza!

Dá pra rolar o flash back? No way! A cada dia que passa tem muito mais coisa em jogo, muito mais gente envolvida, que acaba gerando muito mais confusão…

Acho que eu prefiro permanecer inerte porque os efeitos colaterais da minha inércia é nada! Acho que eu prefiro saborear um período tranquilo e ameno e não correr risco algum, a viver fortes emoções e sofrer as consequências depois.

E a cada dia que eu penso nisso percebo que vai ser impossível permanecer assim por muito tempo. Quem sabe o que me aguarda? Quem sabe o que não me aguarda?

Eu prefiro pagar pra ver se aquela história vai sair do lugar e se aquela outra não vai dar em nada. No final das contas é tudo igual! Tudo muito igual.

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Idéias soltas sem nexo, sem sentido, sem contexto. Nem eu mesma entendi essa de hoje…

Começo hoje uma jornada infinita na mente humana. Estou oficial deixando de participar das discussões com uma certa pessoa (a quem chamarei carinhosamente de Lucíola), para simplesmente observá-la e estudá-la dentro da sociedade que a circunda.

Farei do meu blog pessoal de um relatório e sempre que esse senhor nomeie o post é sinal de que descobri alguma coisa interessante. E vamos ao primeiro fato:

Descobri da maneira mais inusitada um trauma que foi transmitido por 3 gerações. A presença de casa de tolerância na família perturbou inicialmente a avó desta pessoa que estudo, 2 irmãs carregaram a tal fama. A vergonha das filhas foi transmitida à outra filha, que por sua vez foi transmitida à geração seguinte (pessoa em estudo).

A família dessa pessoa, se dedica então a ter comportamentos dignos de não carregar o nome dos parentes indignos. Aquela idéia que eu já tinha que quando a pessoa mais próxima à mim tem um determinado comportamento, eu tenho a tendência de fazer o contrário. Creio que por acreditar que alguns efeitos do comportamento dessa pessoa não corresponde com meu desejo de vida feliz, daí passo a agir de maneira inversa.

Enfim, beatismo foi passado em 3 gerações, chegando finalmente a Lucíola. É interessante de observar que essa pessoa tem a consciência do sexo de maneira nojenta, como se fosse errado o prazer pessoal. A idéia de sexo lhe foi implantada como pecado horrendo!

Muito interessante perceber isso hoje. Daqui a um tempo pesquisarei mais sobre os estudos de Freud, quem sabe ele não explica melhor um monte de coisas sobre Lucíola? Ou, não!

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Sempre que fizer algo visualize o que você realmente quer com aquilo. Nunca, eu repito, nunca faça algo por comodismo ou por falta de opção, se a sua ação é motivada pelas razões acima citadas não prossiga. Futuramente seu comodismo vai acabar e outras opções aparecerão, apenas tenha um pouco de paciência que tudo se consertará sozinho.

Sempre que possível faça algo difícil de fazer. Não tente salvar o mundo, ou mudar a humanidade. Apenas algo mais complicado que o normal, se esforce e conclua, na melhor maneira que você puder fazê-lo. Na pior das hipóteses, você vai tentar fazer algo, vai chegar até um certo ponto e não concluirá com perfeição, mas ao menos você poderá dizer que tentou. Na próxima missão complicada você vai ter conhecimento de seus limites, e escolherá algo dentro das suas possibilidades. E jamais esqueça de tentar ultrapassar os seus limites sempre! Eles são maleáveis de acordo com o seu crescimento e a sua capacidade.

Sempre experimente tudo o que você puder. Seja algum esporte diferente, um novo corte de cabelo, uma comida desconhecida, ou um novo jeito de agir para com o mundo. A mudança não é prejudicial ao nosso ser, justamente o contrario! Ela nos faz crescer e amadurecer a nossa visão do mundo e de nós mesmos. Caso a nova experiência desagrade, você ao menos vai poder dizer que a usufruiu, e vai aprender a dar valor ao que tinha antes do ato, ou seja, na pior das hipóteses você vai ficar menos ruim do que antes. Que maravilha, hein?

Sempre que desejar fale o que sente. Isso não quer dizer seja desagradável quando estiver com raiva, diga o que sente, mas sem prejudicar o sentimento do outro. O objetivo não é piorar nada, é apenas dar um informativo ao externo de como anda o seu interno. Então, quando o fizer, controle os seus hormônios, mantenha a calma e revise o texto antes de falar, você não quer aumentar os prejuízos, estou certo? No caso de seus sentimentos serem positivos, pode exagerar à vontade, pois não surgirá prejuízos à humanidade em geral. Apenas no caso de ser algo muito sério (por ex. EU TE AMO) é que deve-se precaver da veracidade do sentimento, não iludindo ninguém do que está acontecendo em seu interior. Lembrando, isso é apenas um informativo do que está acontecendo, e não um informativo do que você acha que está acontecendo.

Sempre que possível escreva. A palavra escrita tem um forte poder sobre as pessoas, tanto quanto a palavra, mas com uma vantagem, ela pode ser consultada e revista diversas vezes, sem cessar. A palavra escrita traz o tom calmo e tranqüilo que devemos trazer na falada. Não trato aqui de conversas escritas, como por ex. via MSN, pois ela ridiculariza a construção textual que é possível ser feita em um texto com início meio e fim. Um texto completo nos traz uma problema, um desenrolar e uma conclusão, que poderá também trazer uma conclusão final para tudo construído no texto. Além de ser uma ótima maneira de desabafo que ninguém, jamais, precisará visualizar. Coisas que adolescentes de 13 anos, comumente ridicularizadas no mundo adulto com sua futilidades de diários, conhecem bem na escrita de sentimentos bons, ruins e coisas inúteis existentes dentro da cabeça de um ser. Faça essa experiência, e veja quão diferença você terá da analise de si mesmo depois de ver escrito sentimentos até então escondidos dentro de sua própria cabeça.

O que me resta nesse texto sem sentido é concluir que a vida tem milhões de desafios pela frente, e que tudo poderá ser feito a partir do momento que se encara ela com otimismo, calma e segurança. Encare a vida. Essa é a melhor maneira de seguir em frente, ou de continuar o que começou, ou de voltar ao ponto de partida, ou de começar de novo, ou de concluir algo, ou de simplesmente viver!

 

Natal, 16 de novembro de 2009.

Queria so saber porque o meu passado distante ainda assola minha mente?

Sabe, parece que a última coisa que eu quero realmente eh esquecer qualquer coisa. Tudo o que passou na minha vida parece vivo e presente, tanto quanto o dia de ontem…

Parece-me que as saudades de tempos longícuos e de tempos mais próximos se assemelham de uma maneira muito estranha. Só que os tempos mais distantes só quem se recorda bem sou eu, so quem relembra das coisas com tantos detalhes sou eu, so quem ainda vive aquele sentimento aparentemente esquecido sou eu!

Me sinto ridícula com todas essas coisas!

Não sei mais como reagir com tudo isso. Antes eu tinha um suporte, agora tudo o que vem a minha mente é a pura possibilidade de correr atrás de algo que não existe mais e sofrer com isso mais ainda. Para quê sofrer mais ainda?

Acho que seria maravilhoso num momento destes eu me apaixonar loucamente de novo. Acho que ainda não me perdi loucamente por alguém. Acho que tudo o que houve com o último alguém foi muito racional… Isso é triste… Não consigo enchergar o amor como algo racional…

Não sei o que virá de minha vida agora…

Só sei que algo virá!

Pois é… Prova ontem, amanha e depois de amanhã. Sem citar um trabalho de Trabalho que está pirando a minha cabeça, mas eu supero!

Namorado Companheiro Amigo Pessoa com quem me relaciono amigavelmente, sexualmente e emocionalmente ultimamente tem me enlouquecido a cabeça também! Meu Deus! Como pode a pessoa ser tão infantil e idiota a esse ponto! E como pode eu continuar a insistir um  relacionamente com alguém tão difícil de lhe dar… Questões que eu desisti de responder… Pelo menos ele tem um beijo e um “movimento” agradável. Acho que é uma das coisas que a gente  faz melhor juntos! Algo tinha que ter ne?!

Mãe! Para quê afinal de contas serve uma mãe na fase adulta? Acho que é só para perturbar o juízo da pessoa e tentar ainda cuidar daquele filho que já não precisa dos cuidados dela! Elas criam os filhos para o mundo, odeiam a nossa necessidade por delas e quando estamos prontos para partir elas reclamam, nos enchem de mimos e pedem desesparadamente que voltemos! Vai entender!

A vida é muito enrolada e complicada de se completar. Pensamentos estranhos que eu não precisaria ter e que insisto em pensar…

Conclusões do dia:

1º Desisti de entender os relacionamentos afetivos! Todo mundo é complicado, não só as mulheres! Eu, você, ele, ela e aquele ser que não conseguimos definir o sexo. Somos um bando de malucos que não sabem o que quer, na melhor das hipóteses sabemos apenas o que não queremos!

2º Desisti de entender as mães. Sempre estão reclamando de tudo e nada, nunca está, estará ou algum dia ficará perfeito! Qualquer coisa que você faça sempre terá algum problema. Contente-se você também senhor  Presidente/Juiz/Médico/Diplomata/Professor/Empresário/Qualquer função ativa e útil, sua mãe encontrará um defeito na sua profissão, espere um pouco que ela acha!

3º Desisti de me entender… (repetição do que conclui no primeiro tópico, mas decidi enfatizar) Aiiiii que cabeça doida a minha! Se decide porra! @$#¨*(#

Eu sou uma pessoa calma! Bom dia!