“- 1,60m. Cabelos escuros. Olhos castanhos.
–  Eu não quero saber como você se parece.
– Mas como podemos nos conhecer?
– Eu conheço aquele lado seu que não tem nome. É isso o que somo, não?”

Ensaio sobre a cegueira.

Passamos tanto tempo olhando uns aos outros que esquecemos de olhar o que realmente somos. O tempo todo as pessoas observam aquilos que elas conseguem enxergar e pouco percebem aquilo que não se toca.

As efemeridades nos mantém numa proteção do superficial. Todos veem, chegam, beijam, usam e saem. Mas com quem estivemos a noite inteira, muitas vezes passa despercebido, foi aquele olhar que não viu a cicatriz da infância, que não entendeu o olho fechado naquela música, que não questionou o símbolo marcado na pele, e nem quis saber qual a razão da marca branca no dedo anelar.

Tudo é passageiro. Minha beleza, sua posição social e a nossa juventude. Olhe o essencial, pois sem isso a embalagem nada mais é do que uma garrafa pet.

Então antes de decidir sobre o que vê, lembre-se que a visão por vezes é ilusória. Tateie a vida, só assim você realmente sentirá algo.

Lila Carvalho

PS: Indico esse filme, muito!

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Acabei de assistir o filme “Brilho eterno de uma mente sem lembranças”, com Jim Carrey e Kate Winslet, e eu fico refletindo se existisse essa máquina, se eu iria utiliza-la. Penso e repenso e não consigo imaginar se a usaria, saberei se algum dia alguém criar…

As pessoas gostam de dizer que fariam as coisas de maneira diferente, que se pudesse voltar atrás teria feito diferente, que se soubesse que era daquela maneira teria feito diferente, mas de que adiantaria a vida afinal? Sem muitos dos nossos erros e enganos, jamais aprenderíamos a acertar de maneira diferente, de maneira mais “acertada”.

Não existiria evolução e viveríamos em eternos ciclos, com os  mesmos erros e as mesmas falhas. Jamais daríamos valor ao amor que temos atualmente se não tivéssemos perdido aquele do passado, ou se não sofrêssemos por aquele que não vale a pena.

Percebemos o que queremos, apenas quando conhecemos o que não queremos. Durante o filme, a atendente fala ao telefone sobre uma mulher que quer apagar a memória pela 3ª vez no mês, arrisco em dizer que os 3 fatos que ela apagou eram muito semelhantes.

Repetindo os mesmos erros, repetiríamos as relações, que, por sua vez, repetiria o resultado final. Permaneceríamos no ciclo de errar e apagar, errar e apagar, sem evoluir. E além do mais, sentimentos vão muito além de lembranças, estão muito mais ligados à expectativas e realizações do que à fatos, nos apaixonamos pelo jeito da pessoa, não por algo em específico que tenha feito. E quando algo que tenha feito nos leva à apaixonar, é justamente porque aquela pessoa teve a reação correta no momento que precisávamos daquela reação. Acho que mesmo apagando as memórias as pessoas poderiam se apaixonar, caso houvesse oportunidade, pela mesma pessoa quem escolheu apagar.

Os sentimentos vão muito além de lembranças e momentos, vem do que esperamos de alguém e do que aquela pessoa é.

E quanto mais eu penso nisso, mais tenho certeza de minhas escolhas. Bom, muito bom!

Lila Carvalho

~~

 

“Eu acredito que Deus tem um plano para todos nós. Eu precisei morrer duas vezes para entender isso. Como diz na Bíblia: Deus faz as coisas de maneira misteriosa.”

Constantine

Desde que tive um envolvimento real com a presença divina me deparo com situações em que Deus me manda mensagens inusitadas. Gostaria de não acreditar tanto nisso. Gostaria de não ter essa certeza. Gostaria de não ouvi-Lo, só pra não sentir culpa em não fazer o que me pede.

Culpa! Odeio isso!

Eu vou tentar, Você sabe que eu vou tentar, e sempre à minha maneira. É justamente por isso que sou eu quem tem que fazer isso. Porque outra pessoa jamais conseguiria.

Porque é sempre tudo tão complicado quando se trata disto?

“Porque somente assim você vai conseguir entrar no Meu reino!”

Obrigada por me lembrar disso! Mas você sabe que eu não acredito mais na sua dureza com os homens, né?

“Sei! Mas eu sei também que você vai conseguir. Por isso você. Do seu jeito você vai conseguir! Tanto ele, quanto ela! Você vai conseguir fazê-los entender. Cedo ou tarde, eles vão entender.”

Espero que isso realmente seja o Senhor falando. E não a minha vontade, ou a minha fé!

=/

Porque eu sempre tenho que duvidar de mim mesma, porque?

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Assisti ao filme Sorriso de Monalisa outro dia de madrugada, coincidentemente nas vésperas do dia das mulheres. E fazendo uma análise do filme, percebi que a evolução das mulheres na sociedade acontece dia após dia, nunca para, e nunca vai parar.

O filme retrata uma sociedade do pós 2° Guerra Mundial, onde as mulheres ainda vivenciavam o conceito de “donas de casa“, com algumas tentando seriamente a mudança desses conceitos e passando pela dura transição para serem mulheres que estudavam e eram idependentes, como a  Katharine Watson (personagem de Julia Roberts). As mesmas que eram duramente repreendidas por tradicionalistas, sendo ainda mal interpretadas por seus comportamentos indiferentes aos pensamentos alheios e inerentes unicamente a suas próprias vidas.

Mulheres daquela época, como a personagem de Kirsten Dunst (Betty Warren), preferiam viver no que a sociedade determinava como o ideal feminino, acaba descobrindo durante o filme que o melhor caminho nem sempre é o que a maioria acredita. A personagem sofre uma evolução muito interessante durante o filme, e uma mudança de comportamento que vai do extremo tradicionalista, até o da mulher que pretende viver independente e trabalhar para a própria vida, e não exclusivamente ao conceito que pre-determinava a quase “servidão” ao marido, lar e filhos.

Essa personagem é o retrato mais importante de todo o filme em minha opinão, é a vivência da interpretação que é feita ao famoso quadro de Leonardo Da Vinci que dá nome ao filme.

– Olha para ela mamãe. Ela está sorrindo, mas ela está feliz? – Betty Warren (Se você observar o quadro “Sorriso de Monalisa” verá que ela sorri, mas olhando os olhos dela você não consegue enchergar um sorriso no rosto, apenas um olhar triste que vislumbra o espectador.)

O quadro é delicadamente citado no filme, mas mostra o que acontecia, e, diga-se de passagem, acontece na vida de muitas mulheres. A vida feita para o casamento perfeito,  e para a servidão imbecil (sem eufemismos ne?) ao marido. Até aquele momento histórico não existia os divórcios, inciando então os famosos “desquites”.

O filme é uma crítica aos conceitos distorcidos das sociedades da época com relação à vida das mulheres, feita de maneira delicada e sutil, mas muito inteligente. Vale a pena assistir, o que na minha opinião é um daqueles filmes que você assiste incansávelmente sem enjoar!

Bem, feliz dia internacional da mulher para todas nós!

Temos o nosso valor e isso nunca será negado diante de qualquer machão que acha que trabalhar, bonita, perfumada e disposta em cima de um salto alto é fácil!

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my20bluberry20nightsAcabo de assistir um dos filmes românticos de que eu mais gostei em tda a minha vida. É incrível como filmes desse gênero me faz mudar totalmetne a perspectiva sobre alguma coisa que eu percebo do mundo.

Me recordando de vários acontecimentos da minha vida, percebo que em muitos momento as pessoas simplesmente afastam aquilo que mais desejam e presam, por nenhuma razão aparente, normalmente as coisa não tem uma razão de ser.

O amor está ali, mas ele é impossível de ser vivido por aquela pessoa, às vezes por acreditar que não merece, por não saber por onde começar, ou por simplesmetne não ter se decidido de algumas coisas durante a própria, de repente a gente abandona um sentimento por acreditar que ele de alguma maneira atrapalha algo em nossas vidas. Normalmente fazemos as coisas sem nenhuma razão, simplesmente não há o que interpretar, simplesmente as coisas são como são e pronto!

A gente sempre ama tudo, raramente as pessoas não se amam. Apenas não identificam tal amor, ou não sabem como demonstrar. É difícil de compreender como se pode amar alguém com quem esteve realmente apenas duas noites, ou  dois meses, ou vários anos. É difícil admitir que se ama alguém. Fazê-lo é declarar que fará exatamento tudo por aquele ser, é declarar que aquela pessoa faz toda a diferença para você, e admitir que tudo o que vem dela te importa, mesmo que não seja exatamente o que você desejaria que viesse. Você simplesmente absorve, e toma aquela energia para si. De maneira tal, que mudará todo o seu comportamento para todo o resto de sua vida. Nunca saberei quanto ao certo alguém (pode até ser você) fez diferença em minha vida, ou se ainda fará.

O fato é que um pedaço de cada pessoa que eu amei de alguma maneira, seja fraternalmente, amigávelmente, romanticamente, ou carnalmente, cada um tem um pedacinho dentro de mim. Partícula que eu vislumbro em algum momento de algum dia inspirador, entorpecida por uma bebida transparente, ou mergulhada numa fumaça densa de boate, de incenso, de cigarro. Vislumbro cada participação especial e sorriu com as boas coisas, velhas ou não.

Enxerguei no filme vários amantes que fugiram de seus amados, sejam ex´s, sejam parentes que não compreendemos, seja alguém que desejamos amar. Em algum momento de nossas vidas temo que nos despedir de quem amamos por escolha própria. Aparentemente a razão daquilo é a mais estúpida, mas nem sempre há razão. Quase nunca há razão!

Mas quando existem, elas nos fazem seguir o caminho que escolhemos com mais firmesa. Até o momento em que não poderemos mais voltar atrás, e nunca mais poderemos mudar de idéia pelo que fizemos. Acho que todos nós temos esse momento em nossas vidas. Eu tenho todos os dias…

Nesse momento não posso voltar atrás a minha decisão de comer um pacote de biscoito ou jantar comida de verdade, pois meu pacote de biscoito já acabou. Assim como esse texto…