Existem muitas coisas que eu odeio. Eu odeio que joga lixo na rua. Eu odeio quem julga outra pessoa no primeiro momento. Eu odeio quem tem medo de fazer algo, principalmente se for auto-limitação. Eu odeio quem quer fazer algo e não faz, e no final das contas põe a culpa em outra pessoa. Eu odeio quem tem preguiça. Eu odeio quem perde o controle quando diz que vai comer só um chocolate, ou diz que vai beber só um copo. Eu odeio quem diz que não gosta de uma comida ou bebida sem ter provado pelo menos umas 3 vezes. Eu odeio quem fala, fala, fala e age exatamente ao inverso, e usa aquele ditado: “Faça o que digo, mas não faça o que eu faço”.

Ou seja, odeio qualquer atitude medíocre ou medrosa que qualquer pessoa possa ter, e eu me incluo nessa conversa.

Dentre as coisas que eu odeio, acho que a principal, dentre as principais, é quando eu estou certa e as pessoas ao meu redor insistem em discordar. Muitas vezes, o que eu falo é horrível, eu sei, o que leva a crer que eu sou a “ruim” da história, mas o fato de eu ter estômago pra assistir a um assassinato, mesmo que forçada, não me torna assassino. Pode me tornar cúmplice se eu não tivesse coragem de proferir o ato horrendo que fui obrigada assistir, mas como silenciar é dom que desconheço, eu berro pra quem quiser ouvir o tal assassinato.

Lógico que berrar aos quatro ventos de nada adianta, só me torna uma pessoa horrível que difama outra pessoa. Você tem que ir até a autoridade certa, com provas do que você está acusando, mesmo que sejam apenas indícios do fato. O que se somados em vários, já dá bastante coisa…

Na autoridade certa, você descreve a sua história com detalhes. Os detalhes são os mais importantes, pois o simples fato de um assassinato é muito pouco. Mas um assassinato, mediante sequestro, com abuso de confiança, contra menor de 18 anos ou maior de 60 anos, estando a vítima impossibilitada de reagir, torna um crime simples em qualificado. Aí é que a coisa complica…

Resumo da ópera, pois eu não sou muito fã de Processo Penal, a pessoa que faz algo, pode até ser réu primário, pode até ter boa índole e bom comportamento social, coisas que eu não sei mais definir, mas ela sempre se fode no final de algo verdadeiramente ruim que fez. E a ficha dela permanecerá suja até 5 anos depois de processo concluído sem possibilidade de recurso, e levando em conta a “rapidez” do judiciário atualmente, some aí uns 10 anos. É esse o tempo que a pessoa leva pra ser considerada “inocente até prova em contrário” novamente, até lá…

Enfim, agradeço a minha sabedoria e a paciência de fazer com que as pessoas cheguem às próprias conclusões sozinhas.

Não se preocupe, eu não me divirto ao final dizendo “Eu te avisei.” Eu me divirto ouvindo “Você estava certa.” HAHAHA

E eu só não escuto quando a pessoa não tem coragem de dizer, aí eu fico muito triste, pois a pessoa não quer abandonar a própria mediocridade e medo da realidade, mas com isso eu não me preocupo.

No final das contas quem perde mais não sou eu, é a outra pessoa que não abandonou seu estado inicial, não evoluiu e perdeu uma amizade verdadeira (coisa rara hoje em dia) por razões tolas. Essa pessoa percebe sozinha que não é digna de minha amizade e acaba se afastando sozinha. E isso é muito triste.

E essa é uma das poucas certezas que eu tenho! Eu odeio quando eu estou certa, eu já disse isso hoje?

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Lila Carvalho

Às vezes eu escrevo umas coisas horríveis, mas elas são necessárias pra eu me sentir gente. Se eu não desabafar, eu explodo, eu juro que explodo!

Vida!

Nós vivemos normalmente para os outros, mas ninguém tem a seriedade de encarar esse fato. Vejamos as seguintes situações…

Porque eu escolhi essa faculdade? Eu gosto mesmo de salto alto? Nunca curti calça apertada, porque estou vestindo isso mesmo? Meu cabelo eh o mesmo daquela garota ou é impressão minha? Eu não virei hippie ainda porque?

Você segue o que você acredita que as pessoas que você acha interessante irão seguir. Sempre foi e sempre será assim.

Mas será que alguém já percebeu isso?

Boa noite!

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O ato de escrever eh inerente ao meu ser.

Nada que eu sinta não necessariamente viram palavras. Minhas palavras não necessariamente vêm de sentimentos. Meus sentimentos não necessariamente vêm da realidade.

Tenho sentimentos que surgiram na minha imaginação, outros só cresceram nela, e outros que estão por surgir.

Quanto a esses últimos… Estou no aguardo de sua chegada!

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