Coisas inúteis, por fim úteis!


maçaChega um momento na vida em que a gente precisa aprender que mesmo lutando bravamente e se esforçando até a última gota de suor e não necessariamente nosso esforço vai ser recompensado com o que esperávamos.
Que muita vezes para ter o que queremos ter, temos que aprender o valor daquilo que queremos.

Chega um momento da vida que a gente tem que entender que as pessoas não mudam porque a gente quer, a gente pode insistir, ajudar, cooperar até a paciência acabar, mas as pessoas vão persistir naquele existencialismo que não concordamos.
Que, normalmente, as pessoas só entendem o que queríamos dizer quando paramos de repetir e as coisas passam a fluir naturalmente apenas quando a gente para de empurrar.

Chega um momento em que temos que aceitar que nem todos precisam ser nossos melhores amigos, amigos ou, sequer, querer conviver com a gente. Cada um tem a liberdade de se abrir com quem quer.
Que tem gente que simplesmente não merece nossa companhia e, por isso mesmo, elas escolhem por não tê-la.

Chega um momento da vida em que precisamos compreender que tem coisas que nunca vão mudar, existem coisas que a solução vai além das nossas ações e forças. E que sofrer por aquilo só vai desgastar seu dia e sua paciência.
Que o mundo nunca será um paraíso, mas que sempre vale a pena fazer nossa parte.

Chega um momento em que que perceber tudo isso, não quer dizer que você realmente tenha entendido.
Que todas essas informações devem ser absorvidas e analisadas diariamente, num período longo e dedicado.
Vai ser dolorido, muito dolorido entender tudo isso. Isso se você conseguir…

Se esse dia chegar, meu amigo, se prepare, que a vida acabará por se tornar uma leveza e uma felicidade sem tamanho.
Os dias difíceis chegarão novamente, não se iluda, mas sua certeza que o ciclo natural da vida gira e num outro momento tudo vai ficar bem novamente, tornará esses dias muito mais fáceis.

Por muitos momentos vamos esquecer dessas palavras ainda, mas a vida sempre proporciona alguém que vai nos lembrar de tudo isso, e as coisas vão acabar voltando a fazer sentido…

Lila Carvalho

Palavra de reflexão do dia: medo.
Medo, “Sentimento de viva inquietação ante noção de perigo real ou imaginário, de ameaça; pavor, temor.” (Aurélio)

Acrescentaria receio que temos frente às situações das quais não sabemos o resultado final, temor pelo desconhecido, pelo que estamos prestes a enfrentar. É fácil perceber alguns graus desse estranho e rejeitado sentimento: desde o simples receio do ruim, até o pavor que pode chegar a paralisar qualquer um.

Tudo na vida tem sua incógnita. Sempre que seguimos em qualquer direção que seja, teremos uma diversidade de possibilidades ao que vai acontecer, mesmo que seja as possibilidades do “sim” ou do “não”, e a partir da dúvida pode surgir o medo, mas o que fazer com isso?

O sentimento por si só, nada pode causar, mas o que fazemos com ele, é o diferencial entre as pessoas.

Podemos, inicialmente, ficar paralisados, mas de que serve a inércia?
Podemos seguir na direção contrária do sentimento, iniciar uma negação total da situação, e jamais encarar os fatos nem lidar com tudo isso.
Ou, podemos encarar tudo, e enfrentar o que nos assustava. Circunstância tal que pode ser algo muito menos preocupante do que imaginávamos.

Na natureza pura do sentimento, não temos algo realmente bom, mas sempre podemos transformar a circunstância em algo positivo e extrair o melhor daquilo, como quem trabalha com o veneno à procura da cura, mesmo não sendo um trabalho simples, mas o resultado pode ser muito valioso frente à vida futuramente.

No momento do susto (medo instantâneo) o corpo libera uma quantidade enorme de adrenalina. Use isso pra correr, ou pra levantar um trem, mas não deixe todo esse potencial que seu corpo te proporcionou nesse momento tão delicado. Foque, e dedique-se. O seu medo pode ser seu aliado, se você souber trabalhar com ele, ou seu maior inimigo, mas tudo isso depende apenas de você.

Você tem no mínimo dois caminhos, fugir ou seguir. E aí? Qual vai ser o de hoje?

“O primeiro senso é a fuga.
Bom, na verdade é o medo,
Daí então, a fuga.”

E com o tempo eu aprendi que é muito mais fácil aprender com os erros dos outros do que viver todos eles.

Afinal, nunca teremos tempo para tanto!

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Começo hoje uma jornada infinita na mente humana. Estou oficial deixando de participar das discussões com uma certa pessoa (a quem chamarei carinhosamente de Lucíola), para simplesmente observá-la e estudá-la dentro da sociedade que a circunda.

Farei do meu blog pessoal de um relatório e sempre que esse senhor nomeie o post é sinal de que descobri alguma coisa interessante. E vamos ao primeiro fato:

Descobri da maneira mais inusitada um trauma que foi transmitido por 3 gerações. A presença de casa de tolerância na família perturbou inicialmente a avó desta pessoa que estudo, 2 irmãs carregaram a tal fama. A vergonha das filhas foi transmitida à outra filha, que por sua vez foi transmitida à geração seguinte (pessoa em estudo).

A família dessa pessoa, se dedica então a ter comportamentos dignos de não carregar o nome dos parentes indignos. Aquela idéia que eu já tinha que quando a pessoa mais próxima à mim tem um determinado comportamento, eu tenho a tendência de fazer o contrário. Creio que por acreditar que alguns efeitos do comportamento dessa pessoa não corresponde com meu desejo de vida feliz, daí passo a agir de maneira inversa.

Enfim, beatismo foi passado em 3 gerações, chegando finalmente a Lucíola. É interessante de observar que essa pessoa tem a consciência do sexo de maneira nojenta, como se fosse errado o prazer pessoal. A idéia de sexo lhe foi implantada como pecado horrendo!

Muito interessante perceber isso hoje. Daqui a um tempo pesquisarei mais sobre os estudos de Freud, quem sabe ele não explica melhor um monte de coisas sobre Lucíola? Ou, não!

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Assisti ao filme Sorriso de Monalisa outro dia de madrugada, coincidentemente nas vésperas do dia das mulheres. E fazendo uma análise do filme, percebi que a evolução das mulheres na sociedade acontece dia após dia, nunca para, e nunca vai parar.

O filme retrata uma sociedade do pós 2° Guerra Mundial, onde as mulheres ainda vivenciavam o conceito de “donas de casa“, com algumas tentando seriamente a mudança desses conceitos e passando pela dura transição para serem mulheres que estudavam e eram idependentes, como a  Katharine Watson (personagem de Julia Roberts). As mesmas que eram duramente repreendidas por tradicionalistas, sendo ainda mal interpretadas por seus comportamentos indiferentes aos pensamentos alheios e inerentes unicamente a suas próprias vidas.

Mulheres daquela época, como a personagem de Kirsten Dunst (Betty Warren), preferiam viver no que a sociedade determinava como o ideal feminino, acaba descobrindo durante o filme que o melhor caminho nem sempre é o que a maioria acredita. A personagem sofre uma evolução muito interessante durante o filme, e uma mudança de comportamento que vai do extremo tradicionalista, até o da mulher que pretende viver independente e trabalhar para a própria vida, e não exclusivamente ao conceito que pre-determinava a quase “servidão” ao marido, lar e filhos.

Essa personagem é o retrato mais importante de todo o filme em minha opinão, é a vivência da interpretação que é feita ao famoso quadro de Leonardo Da Vinci que dá nome ao filme.

– Olha para ela mamãe. Ela está sorrindo, mas ela está feliz? – Betty Warren (Se você observar o quadro “Sorriso de Monalisa” verá que ela sorri, mas olhando os olhos dela você não consegue enchergar um sorriso no rosto, apenas um olhar triste que vislumbra o espectador.)

O quadro é delicadamente citado no filme, mas mostra o que acontecia, e, diga-se de passagem, acontece na vida de muitas mulheres. A vida feita para o casamento perfeito,  e para a servidão imbecil (sem eufemismos ne?) ao marido. Até aquele momento histórico não existia os divórcios, inciando então os famosos “desquites”.

O filme é uma crítica aos conceitos distorcidos das sociedades da época com relação à vida das mulheres, feita de maneira delicada e sutil, mas muito inteligente. Vale a pena assistir, o que na minha opinião é um daqueles filmes que você assiste incansávelmente sem enjoar!

Bem, feliz dia internacional da mulher para todas nós!

Temos o nosso valor e isso nunca será negado diante de qualquer machão que acha que trabalhar, bonita, perfumada e disposta em cima de um salto alto é fácil!

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“- Mestre, como faço para não me aborrecer? Algumas pessoas falam demais, outras são ignorantes. Algumas são indiferentes. Sinto ódio das que são mentirosas. Sofro com as que caluniam.

– Pois viva como as flores – advertiu o mestre.

– Como é viver como as flores? – perguntou o discípulo.

– Repare nestas flores – continuou o mestre, apontando lírios que cresciam no jardim – Elas nascem no esterco, entretanto, são puras e perfumadas. Extraem do adubo malcheiroso tudo que lhes é útil e saudável, mas não permitem que o azedume da terra manche o frescor de suas pétalas. É justo angustiar-se com as próprias culpas, mas não é sábio permitir que os vícios dos outros o importunem. Os defeitos deles são deles, e não seus. Se não são seus, não há razão para aborrecimento. Exercite, pois, a virtude de rejeitar todo mal que vem de fora… Isso é viver como as flores…” Autor desconhecido

A lama ao nosso redor, por fim, nos serve de alimento e de crescimento pessoal. Nunca deixe de aprender com os erros próprios, mas, principalmente, nunca deixe de aprender com os erros dos outros. Você não terá tempo suficiente em sua vida para cometer todos os erros, para então aprender todas a lições.

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William Blake dizia:

“Tudo que escrevemos é fruto da memória ou do desconhecido. Se eu tiver uma sugestão a dar, respeite o desconhecido, e busque nele sua fonte de inspiração. As histórias e os fatos permanecem os mesmos, mas quando você abre uma porta no seu inconsciente, e deixa-se guiar pela inspiração, verá que a maneira de descrever o que viveu ou sonhou é sempre muito mais rica quando o seu inconsciente está guiando a caneta.

 Cada palavra deixa em seu coração uma lembrança – e é a soma destas lembranças que formam as frases, os parágrafos, os livros. Palavras são flexíveis como a ponta da pena de sua caneta, e entendem os sinais do caminho. Frases não hesitam em mudar de curso quando descobrem, quando vislumbram uma oportunidade melhor. Palavras têm qualidade da água: contornar rochas, adaptar-se ao leito do rio, às vezes transformar-se em lago até que a depressão esteja cheia e possa continuar seu caminho. Porque a palavra, quando escrita com sentimento e alma, não esquece que seu destino é o oceano de um texto, e mais cedo ou mais tarde deverá chegar até ele”.

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