novembro 2012


maçaChega um momento na vida em que a gente precisa aprender que mesmo lutando bravamente e se esforçando até a última gota de suor e não necessariamente nosso esforço vai ser recompensado com o que esperávamos.
Que muita vezes para ter o que queremos ter, temos que aprender o valor daquilo que queremos.

Chega um momento da vida que a gente tem que entender que as pessoas não mudam porque a gente quer, a gente pode insistir, ajudar, cooperar até a paciência acabar, mas as pessoas vão persistir naquele existencialismo que não concordamos.
Que, normalmente, as pessoas só entendem o que queríamos dizer quando paramos de repetir e as coisas passam a fluir naturalmente apenas quando a gente para de empurrar.

Chega um momento em que temos que aceitar que nem todos precisam ser nossos melhores amigos, amigos ou, sequer, querer conviver com a gente. Cada um tem a liberdade de se abrir com quem quer.
Que tem gente que simplesmente não merece nossa companhia e, por isso mesmo, elas escolhem por não tê-la.

Chega um momento da vida em que precisamos compreender que tem coisas que nunca vão mudar, existem coisas que a solução vai além das nossas ações e forças. E que sofrer por aquilo só vai desgastar seu dia e sua paciência.
Que o mundo nunca será um paraíso, mas que sempre vale a pena fazer nossa parte.

Chega um momento em que que perceber tudo isso, não quer dizer que você realmente tenha entendido.
Que todas essas informações devem ser absorvidas e analisadas diariamente, num período longo e dedicado.
Vai ser dolorido, muito dolorido entender tudo isso. Isso se você conseguir…

Se esse dia chegar, meu amigo, se prepare, que a vida acabará por se tornar uma leveza e uma felicidade sem tamanho.
Os dias difíceis chegarão novamente, não se iluda, mas sua certeza que o ciclo natural da vida gira e num outro momento tudo vai ficar bem novamente, tornará esses dias muito mais fáceis.

Por muitos momentos vamos esquecer dessas palavras ainda, mas a vida sempre proporciona alguém que vai nos lembrar de tudo isso, e as coisas vão acabar voltando a fazer sentido…

Lila Carvalho

“- 1,60m. Cabelos escuros. Olhos castanhos.
–  Eu não quero saber como você se parece.
– Mas como podemos nos conhecer?
– Eu conheço aquele lado seu que não tem nome. É isso o que somo, não?”

Ensaio sobre a cegueira.

Passamos tanto tempo olhando uns aos outros que esquecemos de olhar o que realmente somos. O tempo todo as pessoas observam aquilos que elas conseguem enxergar e pouco percebem aquilo que não se toca.

As efemeridades nos mantém numa proteção do superficial. Todos veem, chegam, beijam, usam e saem. Mas com quem estivemos a noite inteira, muitas vezes passa despercebido, foi aquele olhar que não viu a cicatriz da infância, que não entendeu o olho fechado naquela música, que não questionou o símbolo marcado na pele, e nem quis saber qual a razão da marca branca no dedo anelar.

Tudo é passageiro. Minha beleza, sua posição social e a nossa juventude. Olhe o essencial, pois sem isso a embalagem nada mais é do que uma garrafa pet.

Então antes de decidir sobre o que vê, lembre-se que a visão por vezes é ilusória. Tateie a vida, só assim você realmente sentirá algo.

Lila Carvalho

PS: Indico esse filme, muito!