A paixão que movimenta meu ser pra qualquer coisa que eu faça é a mesma que me movimenta até você.

É inevitável imaginar como seria. Principalmente por eu ter certeza de ser praticamente impossível a concretização dessa paixão que insiste, mas ao mesmo tempo não existe.

O tempo, ladrão de toda eternidade, me roubou essa possibilidade.

O tempo me roubou todas as chances de poder viver ao seu lado, como tínhamos planejado aquele dia.

De viajarmos pra aquela praia onde o vento sopra forte e as ondas lambem a areia com paixão e vivacidade.

De passarmos o feriadão na livraria, ou na praia, ou no bar, ou na cama, ou em qualquer outro lugar.

Verdade seja dita que eu tenho pensado muito em você, não por estar apaixonada, mas provavelmente por eu estar precisando de alguém semelhante a você e de preferência que seja completamente diferente.

Não tenho medo desses pensamentos, desses sonhos acordados. Afinal, você não corresponde ao que eu faço em sua direção.

Aliás, você nem percebe que o que eu faço é pra você. Melhor assim! Porque se você percebesse, provavelmente incitaria pra que eu acreditasse em algo que não existe. E meu coração minha cabeça não suportaria isso. Não mesmo!

Então eu faço essas declarações vazias de nome e enxertadas de todo o meu sentimento. Você nunca vai ler isso mesmo, ou será que vai? rs

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Um post muito, mas muito confuso. Não sei ao certo pra quem estou falando.  Talvez prum alter-ego que não conheço, ainda.  rs Paixão que me move sem necessidade de quem me mova, além de mim mesma.

Lila Carvalho

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