julho 2011


Sempre que penso em amor eu penso em eternidade, “felizes para sempre” ou “até que a morte os separe”, mas a realidade não é bem assim…

Ultimamente tenho pensado profundamente sobre tudo o que eu e você temos passado. Sobre tudo o que temos sentido e sobre tudo o que convivemos. Nada me parece fazer sentido ou satisfeito meu sentimento.

Tenho saudades de permanecer ao seu lado inerte no ar pesado que o nosso esforço físico deixa depois de tudo. Tenho saudades de adormecer no seu ombro com aquele sono pesado e leve ao mesmo tempo. Tenho saudades das trocas de mensagens, dos telefonemas rápidos e das conversas despretensiosas ao MsN. Tenho saudades de encostar em teu ombro e observar o tempo passar como quem não tem nada a perder, mas eu sempre tive muito a perder…

Não imaginava que por trás de tanta paz havia alguém plantando a dúvida em sua mente. Sempre soube desse inimigo, mas subestimei sua capacidade de manipulação. Acreditei de mais na sua capacidade de percepção do que realmente acontecia… Me fudi!

Hoje em dia, olho pra tudo o que aconteceu tentando imaginar o que eu poderia ter feito para que ainda estivesse aqui, dividindo meu ar e meu cansaço… Infelizmente não consigo perceber nada que eu pudesse realmente fazer, ao menos nada que não tornasse as coisas pesadas de mais pra ser um relacionamento saudável, tal qual era.

Queria que você tivesse a mesma coragem do início pra chegar e me dizer que quer ficar comigo ao menos essa noite, mas eu tenho a sensação de que o medo do que você não fez te toma de maneira que mal consegues olhar profundamente no meu olho. Pena… Pois se ao menos isso você se permitisse perceberia todo o sentimento que ainda existe no meu peito…

Você perceberia que eu também cometi meus erros. Que eu também tenho o que me perdoar e ser perdoada. Porém, não só de coragem vive o homem e, atualmente, temos que conviver com o cenário de que não nos temos mais e você simplesmente foge de mim pela pura vergonha do que fez e do que não fez, mas eu sei… Eu sei o que passa em sua mente, eu sei que você pensou em mim muito mais tempo do quê gostaria, que você queria muito mais do que poderia confessar, mas deveria tê-lo feito…

Hoje em dia, eu vivo na sua ausência. Tentando de alguma forma cobrir o vácuo que deixas-te, mas acho que terei que aprender a conviver com ele. Infelizmente vou ter que viver com ele…

Todo vácuo é, ironicamente, criado por uma antiga estrela. Todo vácuo é a lembrança de uma estrela que não existe mais. Será que o processo poderá ser revertido? Provavelmente não.

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Lila Carvalho

Provavelmente muitas das coisas em que acredito expostas nesse texto não existam. Provavelmente tudo o que existe em minha mente seja mentira, mas eu prefiro acreditar nisso do que ver a realidade tal qual ela é.

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Existem muitas coisas que eu odeio. Eu odeio que joga lixo na rua. Eu odeio quem julga outra pessoa no primeiro momento. Eu odeio quem tem medo de fazer algo, principalmente se for auto-limitação. Eu odeio quem quer fazer algo e não faz, e no final das contas põe a culpa em outra pessoa. Eu odeio quem tem preguiça. Eu odeio quem perde o controle quando diz que vai comer só um chocolate, ou diz que vai beber só um copo. Eu odeio quem diz que não gosta de uma comida ou bebida sem ter provado pelo menos umas 3 vezes. Eu odeio quem fala, fala, fala e age exatamente ao inverso, e usa aquele ditado: “Faça o que digo, mas não faça o que eu faço”.

Ou seja, odeio qualquer atitude medíocre ou medrosa que qualquer pessoa possa ter, e eu me incluo nessa conversa.

Dentre as coisas que eu odeio, acho que a principal, dentre as principais, é quando eu estou certa e as pessoas ao meu redor insistem em discordar. Muitas vezes, o que eu falo é horrível, eu sei, o que leva a crer que eu sou a “ruim” da história, mas o fato de eu ter estômago pra assistir a um assassinato, mesmo que forçada, não me torna assassino. Pode me tornar cúmplice se eu não tivesse coragem de proferir o ato horrendo que fui obrigada assistir, mas como silenciar é dom que desconheço, eu berro pra quem quiser ouvir o tal assassinato.

Lógico que berrar aos quatro ventos de nada adianta, só me torna uma pessoa horrível que difama outra pessoa. Você tem que ir até a autoridade certa, com provas do que você está acusando, mesmo que sejam apenas indícios do fato. O que se somados em vários, já dá bastante coisa…

Na autoridade certa, você descreve a sua história com detalhes. Os detalhes são os mais importantes, pois o simples fato de um assassinato é muito pouco. Mas um assassinato, mediante sequestro, com abuso de confiança, contra menor de 18 anos ou maior de 60 anos, estando a vítima impossibilitada de reagir, torna um crime simples em qualificado. Aí é que a coisa complica…

Resumo da ópera, pois eu não sou muito fã de Processo Penal, a pessoa que faz algo, pode até ser réu primário, pode até ter boa índole e bom comportamento social, coisas que eu não sei mais definir, mas ela sempre se fode no final de algo verdadeiramente ruim que fez. E a ficha dela permanecerá suja até 5 anos depois de processo concluído sem possibilidade de recurso, e levando em conta a “rapidez” do judiciário atualmente, some aí uns 10 anos. É esse o tempo que a pessoa leva pra ser considerada “inocente até prova em contrário” novamente, até lá…

Enfim, agradeço a minha sabedoria e a paciência de fazer com que as pessoas cheguem às próprias conclusões sozinhas.

Não se preocupe, eu não me divirto ao final dizendo “Eu te avisei.” Eu me divirto ouvindo “Você estava certa.” HAHAHA

E eu só não escuto quando a pessoa não tem coragem de dizer, aí eu fico muito triste, pois a pessoa não quer abandonar a própria mediocridade e medo da realidade, mas com isso eu não me preocupo.

No final das contas quem perde mais não sou eu, é a outra pessoa que não abandonou seu estado inicial, não evoluiu e perdeu uma amizade verdadeira (coisa rara hoje em dia) por razões tolas. Essa pessoa percebe sozinha que não é digna de minha amizade e acaba se afastando sozinha. E isso é muito triste.

E essa é uma das poucas certezas que eu tenho! Eu odeio quando eu estou certa, eu já disse isso hoje?

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Lila Carvalho

Às vezes eu escrevo umas coisas horríveis, mas elas são necessárias pra eu me sentir gente. Se eu não desabafar, eu explodo, eu juro que explodo!