abril 2010


kkkkkk

Adoro quando meu estado de bebedeira revela coisas de mim mesma que eu esqueci. Mas então menina sonhadora, você ainda está aí ne?

Hum hum!

Então pode sonhar menina! Sonhe com seus contos de fada, enquanto eu me ocupo nas coisas de adulto que você ainda não entende!

Pode deixar!

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Como seria capaz de toda a fecilidade do mundo caber em mim?

Nem sempre é normal eu logar ébria, mas senti a necessidade, e a confiabilidade de que, independente da minha situação, nada vai interferir na minha decisão!

Sinto que algo relevante está acontecendo nesse momento, e não é nada do qual eu possa interferir diretamente nesse momento. É algo que foge do meu controle, mas de uma maneira agradável!

Quizera eu, que cada momento da minha vida fosse resumido a felicidades e ebriedades tal qual este momento. Nem tudo pode ser resolvido de maneira tão negligente quanto um momento de embriaguez.

Quizera eu que tudo fosse simples, como um sorriso, como uma ave, como uma onda… mas nada se mostra simples ou perfeito!

Quizera eu, que nada fosse difícil e que nada fosse lento e devagar, tal qual a sombra de um rouxinol.

Quizera eu que você estivesse ao meu lado mais tempo do que você dispõe ter, mas é aí que está a concepção do amor. É aí que está a concepção do que pode ser amor…

De repente num é mesmo? O que é que você acha sombra?

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Meu coração está aos pulos! Quantas vezes minha esperança será posta a prova? Por quantas provas terá ela que passar?
Tudo isso que está aí no ar: malas, cuecas que voam entupidas de dinheiro. Do meu dinheiro, do nosso dinheiro que reservamos duramente pra educar os meninos mais pobres que nós, pra cuidar gratuitamente da saúde deles e dos seus pais. Esse dinheiro viaja na bagagem da impunidade e eu não posso mais. Quantas vezes, meu amigo, meu rapaz, minha confiança vai ser posta a prova? Quantas vezes minha esperança vai esperar no cais? É certo que tempos difíceis existem pra aperfeiçoar o aprendiz, mas não é certo que a mentira dos maus brasileiros venha quebrar no nosso nariz. Meu coração tá no escuro. A luz é simples, regada ao conselho simples de meu pai, minha mãe, minha avó e todos os justos que os precederam. ‘Não roubarás!’, ‘Devolva o lápis do coleguinha’, ‘Esse apontador não é seu, minha filha’. Ao invés disso, tanta coisa nojenta e torpe tenho tido que escutar! Até habeas corpus preventiva, coisa da qual nunca tinha visto falar, sobre o qual minha pobre lógica ainda insiste: esse é o tipo de benefício que só ao culpado interessará! Pois bem, se mexeram comigo, com a velha e fiel fé do meu povo sofrido, então agora eu vou sacanear! Mais honesta ainda eu vou ficar! Só de sacanagem!
Dirão: ‘Deixe de ser boba! Desde Cabral que aqui todo mundo rouba!
E eu vou dizer: ‘Não importa! Será esse o meu carnaval! Vou confiar mais e outra vez. Eu, meu irmão, meu filho e meus amigos.’
Vamo pagar limpo a quem a gente deve e receber limpo do nosso freguês. Com o tempo, a gente consegue ser livre, ético e o escambal.
Dirão: ‘É inútil! Todo mundo aqui é corrupto desde o primeiro homem que veio de Portugal!’
E eu direi: ‘Não admito! Minha esperança é imortal, ouviram? Imortal!’
Sei que não dá pra mudar o começo, mas, se a gente quizer, vai dar pra mudar o final!

Elisa Lucinda

Em ano de eleição é interessante refletir sobre a ética do brasileiro. País tal que tudo tem o famoso jeitinho brasileiro de ser resolvido que chega a ser irônico esperar que os políticos sigam uma ética que a própria população não segue em nenhuma circunstância.

E as pessoas estão o tempo todo esperando que alguém tome a iniciativa, quando o maior passo é feito por si próprio, é a conscientização de coletivo, onde todos estamos no mesmo barco e com os mesmo problemas. Mas no final das contas, cada qual só quer saber de cada qual.

Que contraditório o povo brasileiro é! Tsc, tsc…

L Carvalho

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