março 2010


Meu dia hoje foi azul.

Apesar da manhã ter sido cinza,

De meio-dia o céu me parecer vermelho fogo

Do final da tarde ter um ton alaranjado

E da noite se enfeitar de prateado da Lua

Meu dia definitavemente foi azul

Mas ele sempre desbota com o entardecer

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[Afinal surpresas acontecem, um “boa noite” me fez dar gargalhada! kkkkkkkkkk]

Então

Afinal noite feliz!

Eu diria quase perfeita.

Mas afinal o que seria perfeição?

Nem quero descobrir

Me deixe apenas ser feliz enquanto eu posso!

Se não for isso, é aquilo

E se não for nada, não vai ser e pronto…

Me preocupar é mera perda de tempo!

Então sorrir sempre será o melhor remédio?

Sim! Sim! Sim!

🙂

~~

Será um novo querer bem?

Será um novo amigo?

Será uma nova paixão?

Será apenas mais uma platônica?

Será apenas mais um conhecido?

Ou apenas mais uma ilusão?

Eu vou pagar pra ver!

~~

Assisti ao filme Sorriso de Monalisa outro dia de madrugada, coincidentemente nas vésperas do dia das mulheres. E fazendo uma análise do filme, percebi que a evolução das mulheres na sociedade acontece dia após dia, nunca para, e nunca vai parar.

O filme retrata uma sociedade do pós 2° Guerra Mundial, onde as mulheres ainda vivenciavam o conceito de “donas de casa“, com algumas tentando seriamente a mudança desses conceitos e passando pela dura transição para serem mulheres que estudavam e eram idependentes, como a  Katharine Watson (personagem de Julia Roberts). As mesmas que eram duramente repreendidas por tradicionalistas, sendo ainda mal interpretadas por seus comportamentos indiferentes aos pensamentos alheios e inerentes unicamente a suas próprias vidas.

Mulheres daquela época, como a personagem de Kirsten Dunst (Betty Warren), preferiam viver no que a sociedade determinava como o ideal feminino, acaba descobrindo durante o filme que o melhor caminho nem sempre é o que a maioria acredita. A personagem sofre uma evolução muito interessante durante o filme, e uma mudança de comportamento que vai do extremo tradicionalista, até o da mulher que pretende viver independente e trabalhar para a própria vida, e não exclusivamente ao conceito que pre-determinava a quase “servidão” ao marido, lar e filhos.

Essa personagem é o retrato mais importante de todo o filme em minha opinão, é a vivência da interpretação que é feita ao famoso quadro de Leonardo Da Vinci que dá nome ao filme.

– Olha para ela mamãe. Ela está sorrindo, mas ela está feliz? – Betty Warren (Se você observar o quadro “Sorriso de Monalisa” verá que ela sorri, mas olhando os olhos dela você não consegue enchergar um sorriso no rosto, apenas um olhar triste que vislumbra o espectador.)

O quadro é delicadamente citado no filme, mas mostra o que acontecia, e, diga-se de passagem, acontece na vida de muitas mulheres. A vida feita para o casamento perfeito,  e para a servidão imbecil (sem eufemismos ne?) ao marido. Até aquele momento histórico não existia os divórcios, inciando então os famosos “desquites”.

O filme é uma crítica aos conceitos distorcidos das sociedades da época com relação à vida das mulheres, feita de maneira delicada e sutil, mas muito inteligente. Vale a pena assistir, o que na minha opinião é um daqueles filmes que você assiste incansávelmente sem enjoar!

Bem, feliz dia internacional da mulher para todas nós!

Temos o nosso valor e isso nunca será negado diante de qualquer machão que acha que trabalhar, bonita, perfumada e disposta em cima de um salto alto é fácil!

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“Ser mulher é ser guerreira, é ser vencedora, é ser sempre tema de poema. Ser mulher é ser paradoxal a tudo que existe, é ser a antítese dela mesma. Enfim, na sabedoria de Cora Coralina ” ser mulher é escalar a montanha da vida, removendo pedras e plantando flores”.” Auto Desconhecido

“É apenas uma encruzilhada. Daquelas que quando a gente ficar velho vai pensar: ‘E se…’ “

Glee

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Senão é como amar uma mulher só linda
E daí? Uma mulher tem que ter
Qualquer coisa além de beleza
Qualquer coisa de triste
Qualquer coisa que chora
Qualquer coisa que sente saudade
Um molejo de amor machucado
Uma beleza que vem da tristeza
De se saber mulher
Feita apenas para amar
Para sofrer pelo seu amor
E pra ser só perdão”

Vinícius de Morais

Poeta tal, que de tão poeta tem o nome no plural, pois é mais do que apenas um. Além de ser o branco mais preto do Brasil!

A beleza da mulher tanto quanto a beleza da poesia tem que ser cheia de tristeza, senão não é completa, senão não é plena, não é triste de fato.

A tristeza é a plenitude da alma que vislumbra todas as possibilidade e lembranças perdidas, e retidas. É na saudade que percebemos a estranhesa do tempo! A pouco tempo estava tudo ali, mas de repente não está mais, é estranho uma cama, uma praia ou um banco ser testemunha de vários acontecimentos, mas tudo aquilo simplesmente não está mais ali!

“Passado é tatuagem gravada não sobre a pele, mas sob a pele.” Zeca Camargo

Passado é marca que não se vê, é coisa perdida que não retorna e é lembrança que não volta mais.

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