Iniciei esse blog com o simples intuito de refletir sobre alguns fatos da vida.

Tive e tenho meus problemas pessoais e sempre gostei de escrever no intuito de entender melhor tudo o que se passava. Sempre saíram textos e alguns poemas bem interessantes.

Estou satisfeita com tudo o que produzi nesse tempo. Tão satisfeita que decidi parar de brincar de diário de adolescente e seguir em frete. Muito da vida passou enquanto eu escrevia e muito eu vivi, mas a hora é de se despedir.

Eu tenho muita coisa para construir nesse ano e as palavras deixarão de ser teoria e passarão à prática. Minhas auto-críticas serão borrifadas ao vento e meus conselhos irão somente a quem quiser ouvir.

Então… Adeus. ^^

Lila Carvalho

maçaChega um momento na vida em que a gente precisa aprender que mesmo lutando bravamente e se esforçando até a última gota de suor e não necessariamente nosso esforço vai ser recompensado com o que esperávamos.
Que muita vezes para ter o que queremos ter, temos que aprender o valor daquilo que queremos.

Chega um momento da vida que a gente tem que entender que as pessoas não mudam porque a gente quer, a gente pode insistir, ajudar, cooperar até a paciência acabar, mas as pessoas vão persistir naquele existencialismo que não concordamos.
Que, normalmente, as pessoas só entendem o que queríamos dizer quando paramos de repetir e as coisas passam a fluir naturalmente apenas quando a gente para de empurrar.

Chega um momento em que temos que aceitar que nem todos precisam ser nossos melhores amigos, amigos ou, sequer, querer conviver com a gente. Cada um tem a liberdade de se abrir com quem quer.
Que tem gente que simplesmente não merece nossa companhia e, por isso mesmo, elas escolhem por não tê-la.

Chega um momento da vida em que precisamos compreender que tem coisas que nunca vão mudar, existem coisas que a solução vai além das nossas ações e forças. E que sofrer por aquilo só vai desgastar seu dia e sua paciência.
Que o mundo nunca será um paraíso, mas que sempre vale a pena fazer nossa parte.

Chega um momento em que que perceber tudo isso, não quer dizer que você realmente tenha entendido.
Que todas essas informações devem ser absorvidas e analisadas diariamente, num período longo e dedicado.
Vai ser dolorido, muito dolorido entender tudo isso. Isso se você conseguir…

Se esse dia chegar, meu amigo, se prepare, que a vida acabará por se tornar uma leveza e uma felicidade sem tamanho.
Os dias difíceis chegarão novamente, não se iluda, mas sua certeza que o ciclo natural da vida gira e num outro momento tudo vai ficar bem novamente, tornará esses dias muito mais fáceis.

Por muitos momentos vamos esquecer dessas palavras ainda, mas a vida sempre proporciona alguém que vai nos lembrar de tudo isso, e as coisas vão acabar voltando a fazer sentido…

Lila Carvalho

“- 1,60m. Cabelos escuros. Olhos castanhos.
–  Eu não quero saber como você se parece.
– Mas como podemos nos conhecer?
– Eu conheço aquele lado seu que não tem nome. É isso o que somo, não?”

Ensaio sobre a cegueira.

Passamos tanto tempo olhando uns aos outros que esquecemos de olhar o que realmente somos. O tempo todo as pessoas observam aquilos que elas conseguem enxergar e pouco percebem aquilo que não se toca.

As efemeridades nos mantém numa proteção do superficial. Todos veem, chegam, beijam, usam e saem. Mas com quem estivemos a noite inteira, muitas vezes passa despercebido, foi aquele olhar que não viu a cicatriz da infância, que não entendeu o olho fechado naquela música, que não questionou o símbolo marcado na pele, e nem quis saber qual a razão da marca branca no dedo anelar.

Tudo é passageiro. Minha beleza, sua posição social e a nossa juventude. Olhe o essencial, pois sem isso a embalagem nada mais é do que uma garrafa pet.

Então antes de decidir sobre o que vê, lembre-se que a visão por vezes é ilusória. Tateie a vida, só assim você realmente sentirá algo.

Lila Carvalho

PS: Indico esse filme, muito!

O amor é apenas umas representação do que queremos para muitas coisas na nossas vidas.
Amar, muitos creem que é questão de sorte, ou destino.
Isso me parece idiota, tendo em vista que o amor é construído dia após dia, atitude após atitude.
Amar, está muito mais ligado a uma questão de escolha do que de sorte.
Eu ainda estou aprendendo a escolher e eu ei de aprender muita coisa ainda.
Principalmente porquê a saudade ainda não passou.
E talvez nunca passe, mas não custa nada tentar.
Mesmo sabendo que pra arrancar a lembrança vai doer, e muito!
Mas sigamos! Que a vida nada mais é do que construção de lembranças sobre sonhos que criamos!

~~

Dentre várias manias estranhas, uma delas é observar. Observar qualquer coisa!

Às vezes, quando eu estou extremamente bem, eu gosto de ficar sozinha e por vezes eu sento em algum lugar público e paro para observar o ambiente. Como as pessoas se portam, como elas discretamente jogam o lixo no chão, ou como elas se comunicam intimamente em casal ou com um amigo. Observo também o comportamento dos meus amigos. Vejo qual tom de voz usam quando estão bem, que tipo de coisa eles fazem quando estão mal e até quando eles estão furiosos com qualquer coisa que seja, isso previne que eu tenha pequenos atritos, ou socorra alguém a tempo.

Dentre vários comportamentos, tem um que me chamou atenção: o auto-sabotamento.

Parece loucura, mas tem muita gente por aí que reclama com veemência da vida, dizendo que simplesmente não consegue ser feliz: o emprego é ruim, o companheiro não me trata bem, aquela minha amiga sempre fura quando preciso dela, minhas contas não param de aumentar, e etc. Entendo perfeitamente que a vida é feita de problemas superáveis e que nem tudo são flores, vitórias ou festas. Sempre tem AQUELA semana em que tudo parece dar errado e a vida dá rasteira em tudo o que planejamos. Todo mundo tem dias terríveis. Acredite, todo mundo!

Sobre o que eu quero tratar, é quando esse mal humor, pessimismo e os problemas tornam-se rotina. E as pessoas terminam por concluir que a vida deve ser feita de problemas e de lamúrias. Por muitos momentos, a gente (usarei o nós, pois também faço isso) enfia o pé na lama meio que propositalmente. Se aproxima de pessoas que não valem a pena, permanecem em empregos medíocres por achar que a vida é assim mesmo, ou começa um relacionamento claramente falido com a simples ideia de que, não merecemos a plena felicidade. E aí, meus amigos, está o auto-sabotamento.

Conheço gente que se recusa a assumir riscos por uma carreira promissora, e consequentemente, financeiramente estável, por medo de sei lá o quê. (Eu até suspeito, mas não entremos nesse tópico por enquanto.) Outros, só se envolvem a longo prazo com pessoas que tem escolhas de vidas opostas e se permitem apaixonar perdidamente por alguém que nunca vai concordar com suas escolhas, o que resulta num relacionamento fadado ao fracasso. E tem outros que reclamam pela falta de dinheiro, mas não abrem mão duma cerveja todos os dias, do jantar naquele restaurante caro, ou daquela roupa de marca que, desculpe-me quem se ofender, não acrescenta em nada a personalidade, capacidade ou vida de qualquer um.

Faz-me rir, né?

Não estou dizendo que é fácil perceber ou evitar a auto-sabotagem. Eu sofro mês após mês com meu “liseu”, por culpa do meu descontrole com um cartão de crédito na mão. Eu só sugiro que aprendamos a reconhecer o que queremos em nossas vidas e empenharmos arduamente nisso. Hum… Difícil, né? Acho que um bom começo seria reconhecer o que NÃO queremos para nossas vidas e trabalhar nossos comportamentos e escolhas em cima disso.

De que adianta, querer um namorado que não tenha crises de ciúmes, se você vive com aquela sainha e pendurada no pescoço daquele seu amigo que sempre deu, e sempre dará, em cima de você?

Adianta muito você sonhar com aquela super viagem, se você não se organiza para juntar a grana para tal?

Muito te serve sonhar com aquele salário, se você nunca se esforça um pouquinho mais no trabalho para se destacar ou conseguir um cargo um pouco melhor?

Muita gente reclama do que tem agora, mas não percebe que tudo o que acontece ao nosso redor são resultados de pequenas escolhas diárias que fazem. Independente em que área de sua vida você está infeliz. Tudo que nos acontece tem, no mínimo, 50% de nossa culpa. E, veja bem, estou sendo gentil, porque normalmente eu acredito que a porcentagem de culpa é muito mais próxima dos 100% do que a gente gostaria.

Agora a pergunta que eu te faço é a seguinte: Hoje, você escolhe se levantar e construir sua felicidade? Ou prefere ficar aí reclamando de qualquer coisa?

Uma vez um certo sábio me disse: Para ser feliz, você não precisa querer, você só precisa SER. 🙂

Rever fotos antigas me trás um gosto amargo na boca de falsidade.
Eu me sinto triste e ao mesmo tempo aliviada.
Triste por saber que um dia confiei em alguém que não vale nada. Aliviada porque sei que ela não fará mais parte da minha vida.
Mas e as fotos?
As fotos? Ficarão lá.
Exatamente onde estão, pra eu nunca esquecer que gente desse naipe existe e sempre manter o olho aberto.

Na busca por algo, acabei me perdendo de mim mesma e esqueci de um monte de coisas. Não sei se foi ruim, até porque tudo me levou à muita reflexão, mas não foi de todo bom. Perceber que perdeu tempo dedicando a algo que nada ia caminhar…

A minha certeza é que a vida resolve muita coisa por si, então qualquer dia eu vou acordar e rir de toda essa piada e poder contá-la a quem realmente está disposto a ouvir todas as minhas histórias, por mais absurdas que elas sejam.

Felicidade é algo que me cabe, naturalmente. Eu respiro e transpiro feliz, então onde eu for, ela estará comigo. E isso já me basta em muita coisa…